Esse ano apesar de mais “tempo livre” a produção ficou um pouco difusa, faz pouco mais de um ano que produzi as últimas coisas exclusivamente para o foite. Nos últimos meses alguns obstáculos surgiram: dias cheios, tentativas frustradas de resolver a situação financeira, advogados, aulas e um banheiro vazando no vizinho. Mas, se em 2023 e 2024 as viagens foram pontos motivadores, esse ano foram as visitas (possibilitadas pela a pós graduação) que não deixaram a peteca cair. Em um espírito de tentar ir vendo o que acontece, uma disciplina que poderia ser algo mais teórico tomou rumos inusitados, com visitas a ateliês de impressão e produção de uma revista, além da visita da caçamba gráfica. Esses encontros/desencontros inusitados da vida.

Desmonte forçado da área molhada

O banheiro dos fundos que uso como área molhada e guardo as telas “explodiu” no banheiro da vizinha de baixo em meados de abril, desde então tá desativado e foi esvaziado pro diversos orçamentos de conserto ainda sem solução. É fato que eu precisava reorganizar aquele espaço tirando tudo e recolocando no lugar, mas talvez o ideal é se fosse de uma maneira mais organizada. Ilusões à parte, essa confusão toda foi boa em parte pra dar uma organizada nesses materiais e equipamentos que venho acumulando a quase 10 anos e consegui entender também que não é tanta coisa assim, e que tem coisas que eu fazia de forma improvisada que precisavam ser acertadas, como o espaço pra emulsionar as telas e o suporte de telas. Mas acho que o que ficou mais evidente é que não dá mais pra ter uma serigrafia funcional nesse apartamento, o compactar/descompactar coisas tem afetado mais do que deveria.

Saberes improvisados

Sem o banheiro e também meio sem o quarto, por que a maioria das coisas do banheiro foi pra lá e pra sala, acabei fazendo algumas gravações e impressões improvisadas no banheiro e sala. Imprimir em locais improvisados é sempre um exercício de atenção e cuidado redobrado, acaba sendo um pouco mais difícil. Pra fazer a revista junto com os alunos da pós usamos o espaço de serigrafia do DArtes da UFPR, é engraçado como quando o espaço é um pouco mais preparado tudo flui muito mais rápido. Não acho de todo o ruim ter aprendido a me virar nesse improviso, talvez o que esteja me batendo é que talvez ter algo mais adequado pode me permitir um uso mais frequente e diferente.

O tempo relativo ao tamanho da serigrafia

Desde quando voltei de Fortaleza e comecei o lento processo de mudar as telas pro formato 2, eu vinha me batendo com as telas, durante certo tempo achei que era a minha mesa de gravação pedindo aposentadoria, mas descobri uma coisa que eu não me atentava, o tempo de exposição pras telas amarelas é maior. Claro que depois de descobrir faz todo sentido. Se a tela amarela não difrata a luz chega menos luz a determinados pontos, mas até descobrir foi muita emulsão jogada fora. Esses detalhes às vezes escapam, geralmente vou afinando esses processos quando dou aula, como são muitos alunos e faço e refaço o processo muitas vezes consigo fazer ajustes finos nisso, mas a malha geralmente é aquela cristal branca. Nessa trama  eu consigo gravar com 20/25s de exposição e sair sem ficar soltando, é um risco calculado de subexposição de tela que não é o ideal. Mas nas telas novas para as quais eu estou migrando, o tempo de exposição dobra, nos testes forçados recentes deu 55s na minha mesa, mas acho que se fosse 1m05s ficaria melhor, talvez pra retículas eu precise desse tempo. Mas com 55s abriu tranquilo na mangueira sem jato, na verdade uma mangueira até mais fraca do que a normal que tenho no quarto do foite.

Em algum momento vem imagens.

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